O T-Rex, um supercomputador montado nos Estados Unidos que leva o nome do devastador Tiranossauro Rex, e o software Harpia, desenvolvido por engenheiros do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e da Unicamp e batizado com o nome da ave de rapina mais poderosa do país, são as mais novas armas da Receita Federal do Brasil para combater a sonegação fiscal e elevar a arrecadação.

O Harpia integra e sistematiza as base da dados da Receita, além de receber informações de outras fontes, como secretarias estaduais da fazenda, e também de investigações, como as da polícia federal. Com esse computador e software, a Receita terá uma análise do contribuinte em segundos.

O banco de dados da Receita vai armazenar informações sobre as empresas e seus negócios, como tributos recolhidos por ela e seus sócios, exportações e importações realizadas, ocorrências de falhas nas operações de compra e venda no mercado externo e até se há envolvimento com atividades ilícitas, como contrabando de armas e narcotráfico. Esses dados vão compor um histórico de cada contribuinte.

A Receita já fazia cruzamento de dados, mas ainda não dispunha de um serviço “inteligente” de análise de risco de cada contribuinte. Agora, a tecnologia já é estendida a todas as pessoas físicas e jurídicas. Daí, a importância do SPED, que será a ‘coleta’ destes dados, prontos para serem cruzados.

Serão analisadas as informações sobre a capacidade econômica das pessoas (rendimento, movimentação financeira, gastos com cartão de crédito e aquisição de bens, como imóveis, carros, aeronaves e barcos). Essa análise não será isolada em um determinado ano fiscal, pois também vai considerar o histórico de informações de cada contribuinte. Daí a importância da NF-e.

 

Fonte: texto retirado da apostila “Cursos práticos FISCOsoft – Cruzamento de informações de informações da Receita Federal (DCTFx EFD-Contribuições xPER/Dcomp x DIPJ x Lalur x Fcont x Speed Contábil) página 3.

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